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Conhecimento. Como gerenciá-lo para melhorar sua empresa?



Conhecimento é um ativo intangível, valiosíssimo, por sinal, no qual sua aquisição envolve processos cognitivos complexos de percepção, aprendizado, comunicação, associação e raciocínio.


Quando relacionado a tecnologia, vemos que o conhecimento é o passo seguinte a informação após a organização de dados, coletados pelos atuais e modernos sensores, e anterior a sabedoria.


Um fluxo bastante conhecido da gestão de conhecimento compreende quatro etapas: criação, armazenamento, transferência e aplicação de conhecimento.


A aplicação é um processo crítico para o sucesso desse fluxo pois deve produzir mudanças na base de conhecimento existente.



Tipos de Conhecimento


Classificado comumente em explícito e tácito.


- Explícita (E) - conhecimento formalizado, expressado na forma de dados, fórmulas, especificações, manuais ou procedimentos;


- Tácito (T) - conhecimento não verbalizado, intuitivo. Ainda não foi abstraído da prática. Reside na mente, no comportamento e na percepção humana.


Quando falamos em conhecimento o modelo mais conhecido é o SECI de Nonaka e Takeushi.


Descreve como o conhecimento explícito e tácito é gerado, transferido e recriado nas organizações. É uma espiral contínua de aprendizado. Consiste em quatro modos de conversão de conhecimento:


1. Socialização (T-T) - Troca informal de conhecimento;

2. Externalização (T-E) - Formaliza conceitos outrora intuitivos;

3. Combinação (E-E) - Combina conhecimentos diferentes

4. Internalização (E-T) - Internaliza o conhecimento na mente dos colaboradores



Mas qual a importância da Gestão do Conhecimento?


Estamos na chamada era do Conhecimento, os mecanismos tradicionais de criação de riqueza estão sendo ofuscados, a criação e gestão de conhecimento dominará todos os outros meios para criar riqueza.


E isso é claro, quando vemos que no ranking das empresas mais valiosas estão Facebook, Google, Amazon, Apple, Alibaba, etc. bem diferente do que tínhamos alguns anos atrás quando só havia indústrias automotiva e ligadas a petróleo.


Conhecimento tem sido um dos principais ativos para essas empresas, e é o principal para diversas outras, como consultorias e auditorias. E com o volume de sensores, da indústria 4.0, captando todo e qualquer tipo de dado, elas não estão sabendo lidar com tanta informação gerada.


E ai que entra a tal Gestão do Conhecimento, que são formas, metodologias e práticas para facilitar o gerenciamento. Alguns estudos citam categorias, estas são:


Economia do conhecimento: relacionada ao ciclo de vida do conhecimento, em um conhecimento novo, este sendo internalizado, usufruído pela organização, aprimorado e evoluído.


Exemplo: Esta se aplica a todas as empresas pois é a base da organização do conhecimento, sua disseminação e evolução.


• Clusters e redes de conhecimento: quando empresas diferentes se reúnem em redes ou clusters com o objetivo de criar novos ou compartilhar conhecimentos existentes. Muito comum em incubadoras de empresas ou parques tecnológicos, melhora a competitividade das empresas participantes;


Exemplo: Prático formação de uma startup pode ser uma tarefa difícil devido à falta de conhecimento empresarial. Atuar em cluster, com outras empresas como em incubadoras nesse caso pode ser uma boa solução.


• Ativos de conhecimento: são as vantagens específicas da empresa, indispensáveis para a criação de valor. São desenvolvidas por meio da evolução do conhecimento na empresa;


Exemplo: Empresas que possuem conhecimento como diferencial, é indispensável focar nos ativos de conhecimento e sua proteção


• Gerenciamento de Continuidade: é a preservação do conhecimento dentro da empresa, reduzindo sua suscetibilidade à rotatividade de funcionários. Estimular o fluxo de conhecimento entre indivíduos, institucionalizando. Documentar o conhecimento tácito para que não se perca com o passar do tempo.


Exemplo: Um call center, loja, ou restaurante, ou qualquer empresa que tenha uma alta rotatividade. Devem investir no gerenciamento da continuidade para garantir que os funcionários que saiam da empresa, não levem consigo todo o conhecimento.


• Organizações de conhecimento: formulação e implementação de estratégias para fomento de ideias e construção de conhecimentos.


Exemplo: Empresas que estão estagnadas, com seu ciclo de vida já amadurecido, pode focar nessa categoria, que tende a contribuir para inovações sejam incrementais, sejam radicais.



CONCLUSÃO


Uma pesquisa descobriu a ausência de um relacionamento significativo entre aquisição de conhecimento por contratação e desempenho. Portanto, as organizações devem começar a se concentrar em outras práticas de GC, por meio dos funcionários existentes, como o desenvolvimento do conhecimento internamente, estimulando a realização de treinamentos, a troca, a formalização do conhecimento tácito, bem como obter vantagens da Indústria 4.0 com seus Sensores, Big Datas, Núvem e toda forma nova de coletar, analisar, gerir e compartilhar conhecimento.



Referências:


Nonaka e Takeushi (1997), Polanyi (1967), Kogut & Zander (1992), Duffy (2000), Spender (1996), Savage (1996), Epetimehin e Ekundayo (2011), Alavie Leidner (2001) e Argotee Ingram (2000)

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