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Já ouviu falar no Marketing 4.0?



Você pode até ter não ouvido falar, mas certamente já viu, ou até fez, e não está sabendo.


Marketing 4.0


De acordo com Kotler, no livro Marketing 4.0 (2017), esse marketing é a convergência do marketing tradicional com o digital, visto que, nos últimos anos, os avanços tecnológicos têm afetado todas as nossas formas de interação, não somente entre as pessoas mas, também, entre consumidores e empresas. Diante desse contexto surgem diversos novos conceitos e desafios que afetam muito as práticas de marketing, caracterizando assim uma nova fase.


Fases do Marketing


Marketing 1.0 – Tem início com a revolução industrial, ganhando força com o Fordismo, no qual a base era a produção em massa, padronizada e em escala. O foco era o produto.

Marketing 2.0 – As empresas passam a ver as pessoas como consumidores. Existe uma jornada de consumo em que o consumidor se informa para adquirir um produto e as empresas passam a se preocupar mais com a comunicação e a conquista desse cliente.

Marketing 3.0 – O consumidor passa a ser humanizado, e conquistá-lo não é o foco, mas se conectar de maneira mais humana.

Marketing 4.0 – Toda a humanização e conexão esperada pelos consumidores é alavancada com os avanços e complexidades tecnológicas da Indústria 4.0.


Principais Novos Conceitos


Novos conceitos e desafios oriundos dos avanços tecnológicos surgiram. Três que ajudam na reflexão sobre o tema:


Exclusivo para Inclusivo – Produtos e serviços que eram exclusivos e concentrados em poucos mercados, agora encontram mercados de massa pelo mundo inteiro, como os smartphones. A transparência gerada pela internet também permitiu que países emergentes replicassem soluções de países desenvolvidos, como a 99 Taxi nos moldes do Uber e a Alipay, inspirada no PayPal.


E isso vale também para o lado social: as mídias sociais permitem que as pessoas interajam entre si e discorram sobre os mesmos produtos, independentemente das barreiras sociais e demográficas existentes.


Vertical para Horizontal – A inovação que no passado vinha de dentro das empresas que investiam em pesquisa e desenvolvimento deixou de ser suficientemente veloz para o mercado moderno. A inovação ideal atualmente vem de um sistema complexo que inclui os fornecedores, parceiros de negócio e os próprios consumidores.


Isso se aplica também em relação à concorrência. Altamente inovadoras, nos dias atuais, as pequenas empresas conseguem se tornar relevantes rapidamente em mercados dominados por multinacionais já estabelecidas, como no caso do Airbnb e da Netflix, que focaram em entender, e atender, o objetivo do cliente com uma alternativa diferente das que existiam.


A confiança também não é mais vertical, os consumidores deixaram de ser somente alvos de mídias publicitárias e passaram a ser vistos como parceiros da marca. Antes, as marcas até mesmo inventavam diferenciações de valor que não eram verdadeiras. Atualmente, com o apoio das comunidades, os consumidores conseguem se proteger dessas inverdades e também das marcas ruins.


Individual para SocialO valor social aumentou exponencialmente com os consumidores se importando cada vez mais com as opiniões não só de seus amigos e familiares mas, também, de totais desconhecidos.


Os consumidores, mais do que nunca, trocam informações a respeito da qualidade das marcas e produtos, utilizando as mais diversas plataformas. As mais comuns são os próprios sites de compras, ambientes em que se qualificam os produtos na pós-compra. Mas há outros meios para isso como as redes sociais e blogs, sites de avaliação, como TripAdvisor, e de reclamação, como o Reclame Aqui, que apresentam vários comentários sobre as empresas e seus produtos.


No Reclame Aqui, por exemplo, há um ranking sobre os melhores índices de solução, melhores índices de “Voltar a fazer negócios” e melhores notas médias. Algumas reclamações chegam a ter 70 mil visualizações, mostrando a importância dessas informações para os consumidores e como é essencial cuidar da imagem da empresa.


Antes, era possível esconder erros e falhas de atendimento em virtude do controle individual que as empresas tinham sobre os canais de atendimento. Atualmente, isso acabou, pois as experiências dos clientes no consumo são expostas o tempo todo na rede. Essa socialização do consumo ganhou força com a expansão da conectividade que foi apoiada em grande parte pela popularização dos smartphones.


Pense na sua última compra on-line. Você acha que alguns desses conceitos estiveram presentes? Reflita sobre eles e certamente irá encontrá-los.



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